Cantinho dos Xugos

Cantinho dos Xugos

Este cantinho é para relembrar todos os pedacinhos que a minha memória vai deixando para trás, poder partilhá-los e voltar a saboreá-los... Desde o dia em que soube que vinhas a caminho, filhote.

sábado, junho 09, 2007

E por uma prenda destas

Não me importo de esperar quase um mês...

Está visto que já tenho prenda para os próximos 10 anos... lol
















Podem espreitar aqui.



Maggie, obrigado pela sugestão e venham mais! lol

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segunda-feira, maio 14, 2007

Ainda sobre o aniversário...


Obrigado!!! Adorei.


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quarta-feira, maio 09, 2007

Vamos lá a ver...

Se este ano corre melhor.

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terça-feira, maio 08, 2007

Mãe

Dia da mãe não foi só no Domingo.
Dia da mãe é todos os dias, sem folgas, sem férias.
A mãe é protectora, cuida, alimenta, fá-los crescer em segurança e com saude.

Porque a partir do momento em que os descobrimos cá dentro, passam a fazer parte de nós, e nem quando saem cá para fora se quebra essa ligação.
Por isso é que a mãe sabe sempre o que o filho quer, parece que há um entendimento que dispensa palavras. Sempre me surpreendi com o entendimento que tinha com a minha mãe, eu não precisava de falar para ela saber o que eu queria ou precisava, e agora percebo porquê.
Eu não preciso de ouvir o meu filho a chamar por mim quando acorda, porque eu sinto que ele acordou. Eu não preciso de lhe perguntar o que quer ou porque está a chorar, porque eu sei.
Todos os dias o amor que sinto pelo meu filho cresce.
E é um amor incondicional. Sei que farei tudo o que puder para que nada falte ao meu filho.
É esse o objectivo desta mãe, fazer com que ele seja sempre feliz.


P.S. - Sim, tive direito a um miminho no dia da mãe (recebi rosas), mas espero pela altura em que vou receber verdadeiros tesouros feitos pelo meu filhote. Aí sim, vou dar valor ao presente do dia da mãe . :)

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quinta-feira, março 22, 2007

Férias

Qual brasil, qual méxico...
Este ano as minhas férias de sonho eram uns diazinhos num spa!
Limpezas de pele,
aiiii, MASSAGENS...
jantarezinhos românticos,
dormir até ter vontade,
ler um livro...
uma folguinha do meu amor pequenino...
Isso é que era!

Xu, lembras-te??? Que saudades!!!


Adenda - Em resposta á Maggie, o problema não é o pai... Acho que ele está tão desejoso de uma massagem quanto eu. ;) O problema é que não posso pôr o meu filho na prateleira e dizer para ele esperar uns dias que a mãe já vem... lol

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segunda-feira, março 19, 2007

E a prenda do papá foi...

Feita pelo bebé...



















Com muito esforço da mãe... lol

Adenda - Não se nota, mas é uma tela.

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segunda-feira, março 12, 2007

Filhos

Em resposta a um comentário que fizeram no post abaixo...
Antes de ter filhos eu queria ter 3, de preferência 2 rapazes e 1 rapariga.
Logo depois de ter o Francisco pensei, não quero mais nenhum!
Muitas vezes eu e o pai comentamos que tivemos muita sorte com ele porque nunca nos deu preocupações e começou logo a dormir a noite toda... Adoro o meu filho mas sinceramente no principio é muito dificil.
Mas como a vida tem destas coisas e nós vamos esquecendo as menos boas, já vejo com outros olhos a questão.
Por enquanto quero gozar bem o meu filhote, dedicar-lhe toda a minha atenção, mas daqui a uns 3 aninhos quem sabe?
Portanto em resposta á Patricia, penso ter mais filhos mas não para já.

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segunda-feira, fevereiro 19, 2007

A galinha da vizinha...

Porque será que nunca estamos contentes?
No meu caso, eu tenho a sorte de poder estar em casa com o meu filho, cria-lo e vê-lo crescer. Nós decidimos que pelo menos até ele fazer um ano eu ficaria a tomar conta dele. Eu sei que isto é o sonho de muitas mães, mas ás vezes sinto um pouco de inveja das mães trabalhadoras.
Eu nunca fiquei mais de 3 horas longe do meu filho, e esse tempo foi para ir fazer exames ou ir á médica.
Ás vezes sinto-me um bocado farta, aborrecida...
Não pensem que é um mar de rosas, há alturas em que me sinto sufocar.
Por outro lado, acho que se fosse trabalhar, passar o dia todo longe dele ia-me custar muito.

Mas no fundo o que me falta é tempo para mim, fazer o que me apetecer.
Leio muitas vezes que as mães precisam de tempo para elas, que não podem ser só mães têm tambem de ser mulheres... Pois! E o que é que eu faço ao piolho? Dou-lhe uma nota de 5€ e digo-lhe para ir aos carrosseis??? É muito bonito a teoria, mas na práctica...
Se há coisas que me deixam deprimida é ter a minha casa numa bagunça, e agora (mesmo que ele durma a sesta e eu consiga limpar qualquer coisa) há sempre coisas fora do sitio, nunca está como deve ser.
Ás vezes sinto que não dou conta da roupa, da loiça, e mais do bebé.

No entanto, mesmo com tudo isto, o meu filho é o meu maior tesouro e não me arrependo de nada.
Quando vejo uma gracinha nova, ou quando ele me dá um sorriso lindo, ou mesmo quando me faz uma festa enquanto lhe dou o biberon, fico com energia e paciência para mais 50 dias maus.
Dia não são dias, e para a frente é que é caminho!
Acho que também andou aqui uma depressãozita de inverno, mas já a enxotei lá p'ra outro lado!

Obrigado pelas vossas palavras encorajadoras, todas nós temos dias assim, e é bom ter o reconforto de uma palavra amiga.

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sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Dia bom/dia mau

Se tudo correr bem, acordo por volta ds 7/8 horas dou o biberon ao Francisco, mudo a fralda e adormeço-o, ele dorme mais uma horita.
Enquanto ele dorme eu tomo o pequeno almoço, dou um jeito na cozinha e trato dos biberons e da sopa dele. Ele acorda, mudo a fralda e brinco com ele.
Dou-lhe a sopa e a fruta, mudo-lhe a fralda e adormeço-o.
Ele dorme mais uma horita e eu faço o meu almoço.
Ele acorda mudo-lhe a fralda e brinco um bocadinho com ele. Dou-lhe o lanche.
Ponho-o na cadeirinha e ele fica a brincar e deixa-me arrumar a cozinha.
Tá na hora de dormir mais um bocadinho, adormeço-o.
Aproveito para lanchar e arrumar qualquer coisa, começo o jantar.
Ele acorda, mudo-lhe a fralda e dou-lhe a papa.
O pai chega, brinca com ele enquanto eu acabo o jantar. Jantamos.
Preparo o banho dele. Banho, bibas e cama.
Ele adormece cedo e eu ainda posso fazer qualquer coisita.

Se tudo descambar passo a noite a pôr-lhe a xuxa, ás 6/7 da manhã desisto e dou-lhe o bibas, ele entretanto esperta e já ninguem dorme. Ando o resto da manhá com ele ao colo, como qualquer coisa que apanhe á mão e deixo-o a berrar na cama para ir á casa de banho. Ponho-o na cadeira para fazer a sopa dele, chora, vou falando com ele, canto, chora, berra(dá o parabens no panda e cala-se 2 minutos).
Dou-lhe a sopa e a fruta, faz birra porque já tem mais sono que fome.
Ando com ele ao colo para o adormecer, consigo, está a dormir. Vou pô-lo na cama acorda. #$#$%%&!!! Olha para mim e começa logo a choramingar a pedir colo.
Pego nele outra vez e adormeço-o. Fico com ele ao colo mais de meia hora, tá ferrado no sono. Vou pousa-lo na cama dele, acorda. Olha para mim a pedir colo e a choramingar. Respiro fundo, conto até 20 e ponho os bonecos ao pé dele.
Como o que estiver á mão e lá vou outra vez pegar nele porque já recomeçou a chorar.
Vamos para a sala, bebe+colo+manta+tv. Não o tento adormecer senão desata num berreiro. Quando vejo que está muito quietinho vejo que adormeceu, nem me mexo.
Já sei que se o ponho na cama acorda, e neste momento quero é que lhe passe a birra do sono. Fico com ele ao colo, ele sua, eu tenho o braço dormente. Eu mexo-me, ele acorda. Ao lanche dou-lhe o leite para ver se ele adormece. Com sorte lá fica.
Ponho-o na cama dele, e vou comer que estou quase a desfalecer. Arrumo qualquer coisa. Começo a preparar o jantar. Vou ligar o ferro para ver se faço alguma coisa e ele acorda (eu acho que o meu filho tem uma ligação qualquer com o ferro, é só liga-lo e ele acorda). Ponho-o no parque para ele se entreter enquanto eu passo.
Aguenta 10 minutos e quer atenção. Eu desisto e passar e vou tratar da papa dele.
Dou-lhe a papa. O jantar já esta feito. O pai chega. Jantamos. Banho+bibas+birra+colo+cama. Oiço o pai dizer que a mãe não fez nada durante o dia, tenho instintos assassinos, mas a força já me falta. Desfaleço na cama com a esperança de amanhã ser melhor o dia.

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terça-feira, novembro 21, 2006

Amamentação, de uma vez por todas!

Esta questão (amamentação), tem vindo a incomodar-me cada vez mais.
Resolvi escrever um post dedicado exclusivamente a essa questão para tentar exonerar o fantasma.

Cada vez que vamos a qualquer sitio é logo : "Dá mama?" Mas o que é que isso tem a ver??? Se for por questões médicas até entendo, mas uma pessoa que só pergunta por ser "cliché", só me apetece responder "MAS O QUE É QUE VOCÊ TEM A VER COM AS MINHAS MAMAS???"
Eu passo a explicar esta minha paranoia, eu era muito restrita em relação á questão da amamentação, tinha a "mania" de julgar as coisas sem ter passado por elas.
Acontece que como o peixe morre pela boca, aconteceu-me a mim.
Quando o meu filho nasceu eu não tinha uma pinga de leite, e não tive enquanto estive no hospital. Acontece que as simpáticas* das enfermeiras começaram logo a dar biberon ao menino e ele a partir daí não se dava ao trabalho de mamar, ele queria era só engolir e pronto! Tentei sempre pô-lo á mama antes de lhe dar biberon, mas ele xuxava 2 vezes e desisitia (ficava a dormir), e eu ficava frustadissima porque queria que ele mamasse. A juntar a isto, o Francisco foi um bebé que nas primeiras 2 semanas só dormia, ele não acordava para comer, eu é que tinha de ter em atenção as horas e ía busca-lo para mamar.

É muito frustrante para uma mãe de primeira viagem quando as coisas correm mal, porque ainda não sabemos como resolver, não temos a experiência, é uma pressão enorme em cima de nós.
Para ajudar á festa, toda a gente perguntava se ele já mamava, e eu ficava a sentir-me pressionada, além de me sentir uma inútil que nem conseguia tratar do próprio filho.
Bastava ter tido a ajuda duma enfermeira quando estava no hospital, alguém que em vez de julgar, ajudasse. Porque eu realmente senti-me perdida.

Aqui há uns tempos, puz um comentário num blog e que se adequa perfeitamente aqui:

"Há sempre "entendidos" que acham que sabem tudo e que nós somos umas atadas e não percebemos nada disto, e que no tempo deles é que era, e que com eles foi muito pior... Só apetece é mandar dar uma volta.
Ou então são os entendidos "estagiários" que ainda não têm filhos mas que acham que sabem mais do que nós, que estamos com eles desde o momento em que nasceram e que diferenciamos os choros e disposições deles."

Resumindo e concluindo, não julguem as coisas pela aparência, nem sem antes terem passado por elas.
Eu cheguei á conclusão que o meu filho era mais importante que as minhas mamas, e que por isso valia mais o meu tempo. Tenho pena de não ter amamentado, e de cada vez que ele tem alguma coisa penso sempre que se ele mamasse tinha mais defesas, mas não admito a ninguém que ponha em causa o meu amor pelo meu filho. Gostava de ter recebido ajuda em vez de recriminações e criticas, é uma altura em que nos sentimos muito vulneráveis.
Eu posso recriminar-me e sentir-me culpada, mas mais ninguém tem nada a ver com isso.
É uma questão minha e do meu filho. Sei que da próxima vez já vou saber lidar com a situação, e que provavelmente vou conseguir amamentar.

A maternidade tem destas coisas, ficamos mais fortes, fazemos tudo pelos nossos filhos e não admitimos a ninguém que se entreponha entre nós e os nossos rebentos.

Já me sinto melhor só de pôr isto para fora!

* - Simpáticas não é bem o termo, mas isto é um babyblog, temos de ser decentes.

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sexta-feira, novembro 17, 2006

E a mãe

Anda que nem pode... As minhas costas andam nas últimas.
Quando abuso sinto uma picada nas costas que se alastra á perna direita. E o joelho direito quando me baixo é uma carga de trabalhos para levantar. Evito dobrar as pernas e quando levanto alguma coisa faço da maneira errada, ou seja, dobro as costas em vez de dobrar as pernas.
Perguntei á fisioterapeuta das aulas de pós parto se havia algum exercicio para melhorar as dores das costas, ela mandou-me lá ir na sexta feira para avaliar a situação.
Conclusão: fibroses na bacia, devido ao peso que carreguei na gravidez e que piorou devido ao peso do Francisco (quase 7 Kg).
Acontece que o meu filhote gosta muuuiiiito de colo e eu tento dar na medida das minhas possibilidades, enquanto eles gostam é melhor aproveitar porque depois nós querremos dar e eles já não querem... ( e verdade seja dita, nunca ninguem se queixou de colo a mais)
Mas agora parece que vamos ter de reduzir o colinho. Só posso dar colo sentada e tenho de ter atenção á postura. E agora quem é que explica ao meu filhote que a mãezinha dele não pode dar colinho em pé???

É muito frustrante, para ele e para mim. Não queria sentir que dei colo a menos, já basta a sensação de frustação da amamentação*.

* - Acho que esta questão já dava um post...

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terça-feira, setembro 26, 2006

Fui etiquetada

Esta mamã etiquetou-me há uns tempitos, mas este post tem estado em draft por falta de tempo, aqui vai...

Quando fores etiquetado tens que escrever seis informações aleatórias sobre ti, depois escolhes seis pessoas para etiquetar.

1 - Para mim a familia vem sempre em primeiro lugar.
2- Adoro ver o Francisco com o pai, derreto-me toda com os meus dois amores.
3- Adoro ler, viajar, ir ao cinema... tudo coisas que agora não posso fazer.
4- Depois de passar pela gravidez fiquei muito mais respondona, digo tudo como os malucos.
5-Sou netdependente. Quem me tira o meu pc tira-me (quase) tudo.
6 - Estou tão despassarada desde a gravidez... Esqueço-me de tudo.

Considerem-se etiquetadas:
a mãe do diogo
a sandrocas
a mamã do Di
a gaiata
a Ângela
a mamã Rute

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sábado, agosto 05, 2006

Pós parto, tem sido complicado...

Realmente não pensei que o pós parto fosse tão complicado.
Depois de uma gravidez que foi uma maravilha e de um parto não muito custoso, surpreendi-me com o pós parto. Não é fácil, não é mesmo.

Primeiro não tive leite, nem uma gotinha.
E eu que queria tanto amamentar... Fiquei tão desiludida!
Eu não tinha leite, os mamilos são planos e o Francisco não sabia mamar, resultado: o pior possivel!!!
Quando subi para a enfermaria, a enfermeira veio buscar o menino para tratar dele, e eu disse que não queria que lhe dessem biberon, porque queria amamentar (e sei que se lhe derem biberon se torna tudo mais complicado). Ela veio espremer o meu peito e disse: "tu não tens leite, e o menino tem de comer, eu levo-o e trato dele."
No outro dia continuava sem leite, e eu muito desgostosa lá fui dizer é enfermeira que não tinha leite e que o menino tinha fome.
E ela lá veio confirmar se eu tinha ou não, mais um apertão. E lá levou o bebé para lhe dar comer. De cada vez que ele chorava de fome, eu punha-o á mama, e ele chupava 2 vezes e desistia, simplesmente adormecia outra vez... Eu já estava mesmo a desesperar por não ter leite e por ele não se interessar pela mama, até que percebi o porquê do desinteresse dele... estavam a dar-lhe biberon, e ainda por cima com uma tetina de 3 furos. Fiquei furiosa!
Eu estava desesperada por vir para casa, já não dormia há 3 dias, as auxiliares não se aproveitava uma, as enfermeiras não davam apoio nenhum...

É inacreditável que num serviço tão especial como a obstetricia não haja um cuidado especial com o pessoal, deveria haver um acompanhamento mais cuidado e humanizado. Falam tanto do parto humanizado, e o pós parto??? Eles estão habituados a ver aquilo todos os dias, mas para nós mães é um momento único, para muitas é a primeira vez. Eu falo por mim, não senti qualquer tipo de apoio ou ajuda, senti-me isso sim desamparada, só, confusa, triste...
Por exemplo, de cada vez que eu ía pedir o leite para o Francisco, elas olhavam para mim de lado, não acreditavam quando lhes dizia que não tinha leite, apertavam-me o peito até eu gritar para confirmar e diziam que eu tinha de por o menino á mama para estimular, mas nunca se prontificaram para me ajudar. E eu a aguentar a história toda histoicamente.
Ora eu queria era que o meu menino mamasse na minha maminha, e punha-o sempre na mama antes de lhe dar o biberon. Devia era ter-lhes dito que a culpa de ele não pegar na mama era delas, que eram umas incompetentes, e que não prestavam ajuda nenhuma.

Estava eu em casa há umas 2 horas no máximo quando me subiu o leite, fiquei felicissíma, afinal o meu menino podia mamar, mal sabia eu o que ainda me esperava...
O peito encheu duma maneira que ele não conseguia pegar-lhe, começou logo a encaroçar, doía que se fartava. Uma amiga aconselhou-me a por toalhas bem quentes para amaciar o peito e tentar aliviar com a bomba para depois ele conseguir mamar.
Fiz tudo isso, mas o leite não saia, por muito que eu espremesse.
Tive uma tarde toda a por toalhas, a fazer massagens com óleo de amendoas, a tentar tirar com a bomba, mas nada. Ainda tentei com um spray ( oxitocina), e aluguei uma bomba eléctrica mas nem isso me valeu.
O peito estava enorme, rijo e não havia maneira de sair o leite, nessa noite estive 3 horas na bomba eléctrica e tirei 30ml, foi o único leite que o Francisco bebeu da mãe.
No dia seguinte com as maminha feitas em papa, fui ter com a minha médica que estava de serviço no hospital, e ela depois de me ver e de saber o que eu tinha feito disse-me que eu tinha de secar o leite, porque não ía conseguir suportar mais as dores e o meu leite por algum motivo não saia. Fartei-me de chorar, queria mesmo dar maminha ao meu filhote, mas ela fez-me ver que assim eu não lhe estava a dar a atenção que ele precisava, passava mais tempo de volta do peito do que dele, e que havia uma data de crianças que não mamam e que são fortes.
Passou-me a receita e eu vim para casa. Ainda tentei mais 2 dias antes de começar a tomar os comprimidos, mas tive de me render. Não estava a funcionar e o meu filho precisava de mim!

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quarta-feira, agosto 02, 2006

Parto

O meu trabalho de parto foi dificil até me deitarem na box. A partir daí foi tudo muito rápido, já estava com 4 dedos de dilatação e chamaram logo o anestesista.
Abençoado homem!!!
Não senti nada, foi mesmo um espectáculo. Eu passei o trabalho de parto toda a tremer, parece que é uma reacção normal, e o meu medo era mexer-me durante a anestesia, e pedi a uma enfermeira muito querida que lá estava para me agarrar porque eu não conseguia controlar os movimentos.
Assim que me deram a anestesia, o J pode entrar. Eram 21:30h.

Quando ele me viu já eu estava muito rafastelada na cama e quase a dormir, o ctg ligado e eu a descansar para o que vinha aí.
A dilatação estava a ser muito rápida, desde os 4 dedos ás 21:30 para a dilatação completa por volta da meia noite.
Tive muita sorte com a equipa que me calhou, aliás, com as duas equipas porque apanhei uma mudança de turno. Mas quando eu vejo entrar a enfermeira que esteve nas minhas aulas ppp, nem imaginam como fiquei contente, fiquei mesmo descansada por ela lá estar. E é claro que fui tratada com muito mais cuidado, não tenho dúvidas disso.

Mas mais ou menos nessa altura começo a sentir novamente uma dorzita no baixo ventre, chamei logo a enfermeira para me reforçar a epidural. Mas desta vez, deixei de sentir a coxa direita e parte da barriga, enquanto que da primeira sentia tudo, só não sentia dor.
Mas desde que não sentisse dores eu estava na boa.

A enfermeira parteira ao ver que eu tinha a dilatação toda feita e que a coisa não progredia perguntou-me: rebentaram-lhe as águas?
E eu respondi que não. Então lá ela as rebentou.
O Francisco estava muito para cima e eu não sentia vontade de fazer força, então ela disse-me para fazer força mesmo sem vontade, até experimentaram mudar-me de posição.
Algumas contrações depois, lá começo a sentir uma pressão.
Pronto, já não sairam mais dali e começámos mesmo á séria.
Nas contrações eu tinha de fazer força, muita força, mas como eu não conseguia perceber quando começavam as contrações, punha a mão junto ao estomago e quando sentia começar a enrijecer fazia força.
Elas diziam para eu não soltar o ar enquanto fazia força, mas eu tinha aprendido assim nas aulas ppp, e sentia que se não soltasse o ar, não fazia as forças nos locais certos, estava a fazê-las na cabeça. A enfermeira já me carregava na barriga nessa altura, porque o Francisco já estava assim há muito tempo. Vi perfeitamente no meio de uma contração a tesoura a passar, mas não senti nada. Passaram algumas 5 contrações em que fiz como me mandaram, mas depois ao ver que aquilo não avançava e que estava a ficar estafada, comecei a fazer como aprendi, e aí sim, senti que conseguia. O meu menino estava com o cordão á volta do pescoço, e secalhar por isso custou tanto a descer. Assim que ele saiu, senti um alivio tão grande, fiquei deitada para trás completamente de rastos e a pensar: ainda bem, já acabou, consegui.
Eram 1:20 h da manhã.
Depois de mo mostrarem foram fazer os testes e limpa-lo. Estive sempre a vê-lo mas não dava para ver a carinha dele, e eu só queria que se despachassem para o poder ver bem.
Perguntei á minha enfermeira quanto tinha ele na escala de apgar, e ela respondeu: Sabe o que isso é? Eu respondi que sim, que tinha tentado sempre manter-me nformada de tudo o que se passou na minha gravidez. Então lá me disse, 9 no 1º minuto e 10 no 5º minuto.
Fiquei descansada. O meu menino estava bem.

Eu estava um bocado receosa que o J se sentisse mal, porque ele não pode ver agulhas e sangue, enfim, coisas de hospital.
Mas realmente fiquei surpreendida e muito orgulhosa do meu gaijo, portou-se á altura. Foi uma grande ajuda e um apoio enorme. Não teria conseguido sem ele. Se vissem a cara dele quando viu o Francisco... Foi logo para o outro lado da cama para ir para o pé dele.
Eu nessa altura não o consegui ver bem, só depois de o limparem e vestirem é que vi mesmo a carinha dele. Meu rico filho, coisinha mais linda. Ficámos ali os dois a babar para cima dele.
Depois o papá teve de ir embora e o Francisco foi conhecer os avós maternos á sala de espera.
Puseram-me no recobro e passado pouco tempo vieram por o Francisco junto a mim, e assim ficámos os dois a descansar da dura prova que passámos.

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Sexta- feira - Parte 2

Andei a manhã toda com moinhas, por volta das 11 da manha ficaram mais fortes.
Fomos almoçar com a prima barriguda e ela começou a aperceber-se de que a coisa estava a avançar e não quiz que eu fosse conduzir para a última aula ppp.
Durante a aula tivemos a treinar a respiração e a fisioterapeuta dizia: "Vejam como ela faz.", fui a cobaia da aula, até achei piada ás caras de algumas das barriguitas, estavam mais ansiosas do que eu!
No fim da aula, as dores começaram mesmo a apertar, no entanto eram muito irregulares quer em tempo quer em intensidade.
A prima começou a dizer que íamos para o hospital e lá tive de ir.
Foi um espectáculo, 2 gravidissimas a caminho do bloco de partos, tudo olhava para a gente.
Depois de ter sido vista fui fazer ctg, mas aí as dores começaram MESMO a ser fortes.
Fiquei na sala de espera quase 2 horas, para ser "mandada embora" porque no toque tinha só 1 dedo e as contrações não eram regulares. Depois de ter sido observada, comecei a perder grandes bocados de rolhão. O toque (que não me custou mesmo nada), tinha desencadeado a dilatação...
Nessas 2 horas desesperei, sentei-me, levantei-me, puz-me de cócoras, eu já não tinha posição, nada me aliviava as dores. As dores eram agora continuas, embora umas mais fortes que outras, mas não tinham intervalos, não conseguia descansar de uma prar outra. A outra barriguda coitada já não sabia o que me fazer.
Eu acabei por ligar ao J e pedir para ele me vir buscar que eu já não estava em condições de esperar pelo médico se decidir a atender-me.
Precisamente quando ele chegou, chamaram-me. Quando a enfermeira vê o estado em que estou, fez-me o toque antes de chamar o médico, e eu vi logo na cara dela que a coisa esta diferente...
O médico lá veio (em modo camera lenta), e fez novamente o toque, 2 dedos e montes de sangue; conclusão, não queria mas teve de me internar.
Eram 19:30h.

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